Temperar o feijão e
pensar nas mães mexicanas
Lavar o arroz e
sentir pelas filhas chinesas
Cortar a couve e
rezar pelas viúvas moçambicanas
Separar os gomos da laranja e
lembrar das meninas afegãs

Enfim, azedar a comida


MAYA DAVY tem muitos nomes. Carioca, 32 anos e Mestre em Estudos de Gênero e Cidadania (Universitat de Barcelona), trabalha em missões humanitárias na América Latina com órgãos internacionais. Seu lugar de contradição e inconformidade com as estruturas de poder das quais faz parte são características dos temas abordados em seus textos e no seu estilo de escrita. Suas inspirações são Glória Anzaldúa e Clarice Lispector. Foi publicada em diferentes coletâneas, é colaboradora do Portal Fazia Poesia e também foi uma das vencedoras do Philos Mulher 2023. Seus interesses estão na área da descolonização do ser e do saber. Entre missões, edita um projeto cujo texto publicado pela Philos em 2023 faz parte.

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